Memórias de mulheres dirigentes e relações de gênero no movimento estudantil da Ufba entre as décadas de 1970 e 2010

Dissertação
Resumo: 

Localizada em uma encruzilhada de campos de saber, esta dissertação pretendeu colaborar para a produção de conhecimento dos estudos sobre mulheres e feministas, dos estudos sobre a universidade e dos estudos de movimentos sociais, utilizando como lente o feminismo negro interseccional. A pesquisa teve por objetivo visibilizar histórias de oito mulheres dirigentas do movimento estudantil da Universidade Federal da Bahia, desde as décadas de 1970 até 2010, e analisar, por meio das memórias presentes nas suas narrativas, como se davam as relações de gênero nesse contexto, utilizando como aporte teórico-metodológico a História Oral. Os resultados apontam que o espaço político em questão foi fecundo para a criação de novos paradigmas e descobertas pessoais e coletivas, mas igualmente revelou-se como (re)produtor das violências e desigualdades de gênero que atravessam a sociedade. Assim, o processo para tornar-se dirigenta envolveu um movimento de assimilação da cultura política dominante, através do aprendizado das suas regras e códigos, e o seu rompimento para construir uma nova cultura política, regida por outros valores que possibilitem práticas distintas, capazes de criar espaços potentes e plurais. A análise dos relatos produzidos gerou uma memória coletiva sobre o que significa ser mulher dirigente do movimento estudantil da UFBA, evidenciando uma relação imbricada entre passado e presente.

Programa de Pós-Graduação: 
Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares Sobre a Universidade (PPGEISU)
Nome do(a) Aluno(a): 
Ferraz, Yasmin Alves
Orientador(a) (es/as): 
Sampaio, Sônia Maria
Rico, Ana María