O dicionário é uma ação de referência, apoiada, inicialmente pela FAPESB e o CNPq (1ª edição) e se constitui numa obra aberta. Constitui-se entre 2018-2020, um subproduto do projeto "A Construção Social da Política: vulnerabilidade, pobreza e políticas" do CNPq. O dicionário segue uma perspectiva crítica ao desenvolvimento sob hegemonia do mercado, reconhecendo a necessidade de articular à dinâmica do capitalismo, processos sociais, políticos, institucionais e culturais em sociedades marcadas por estruturas sociais assimétricas e dificuldades do processo redistributivo no contexto da globalização. A 2ª edição prioriza a análise das tendências autoritárias de desmonte do Estado social; a questão agrária; o papel da educação, ciência e da tecnologia e das universidades na democratização da sociedade, bem como a desestruturação dos sistemas de proteção e seguridade e a dessocialização expressa na violência contra mulheres e jovens negros na periferia. Essa segunda edição mobilizou uma rede de 114 pesquisadores de 40 universidades do Brasil e do exterior, na redação de 110 verbetes.